domingo, 1 de dezembro de 2013

6 informações que se deve saber antes de adquirir um Beagle


(Imagem: Shutterstock)
O Beagle é um cão robusto, porém compacto. Acredita-se que surgiu a partir de um Foxhound e era utilizado para caça, visto ser um grande farejador. Até hoje, é um cachorro usado em matilhas e, infelizmente, é a raça mais testada em pesquisas científicas.
Uma grande curiosidade é quanto ao passado do Beagle. Há muito tempo, durante o reinado de Henrique VIII e Elizabeth I, existiam cães dessa raça de pelo duro e eles eram muito pequenos, a ponto de caberem em bolsos de casacos utilizados para caça. O tamanho tem aumentado, mas até hoje alguns dos chamados “Beagle de bolso" (pocket Beagle) nascem, porém são raros.

Principais características do Beagle


(Imagem: Shutterstock)
  • Coloração: tricolor (preto, branco e marrom ou azul branco e marrom), manchas cor de lebre, manchas cor limão, manchas cor de texugo, marrom e branco, preto e branco, vermelho e branco ou todo branco.
  • Expectativa de vida: de 12 a 15 anos.
  • Olhos: castanhos.
  • Nível de energia: alto.
  • Pelagem: curta.
  • Qualidades principais: é alegre e corajoso.
  • Peso: de 8 kg a 14 kg.
  • Altura: de 33 cm a 40 cm.
  • Preço: de R$ 800 a R$ 1.500.

1. Tendência á obesidade

Essa raça necessita de exercícios físicos diários para evitar o sobrepeso


(Imagem: Shutterstock)
Esses farejadores natos são extremamente ativos e precisam gastar muita energia. O Beagle com um físico ideal é encontrado com pouca frequência; os exemplares acima do peso são extremamente comuns. Infelizmente, sem dúvida, a obesidade é algo que diminui muito a qualidade de vida dos cães, principalmente das raças agitadas como essa.
Para garantir a forma física perfeita e uma ótima saúde, é necessário que ele possua uma dieta equilibrada, seja levado para passear todos os dias e, pelo menos eventualmente, tenha espaço para correr e se divertir livremente.

2. Extremamente sociável

Apaixonado por pessoas, esse cão lida bem até mesmo com desconhecidos


(Imagem: Shutterstock)
Quanto mais mãos para acariciar um Beagle, melhor. Eles são ativos, alegres e apaixonados pelo contato humano. Adoram brincar com seus donos e também com pessoas estranhas. Sem dúvida, não nasceram com dom de cães de guarda, pois são tranquilos, não demonstram agressividade e nem mesmo timidez em excesso e também são ótimos com outros animais.

3. Encantado por crianças

O Beagle é um grande companheiro para as crianças, desde que não seja tratado como brinquedo


(Imagem: Shutterstock)
Quem mais poderia acompanhar a energia dessa raça senão uma criança? O Beagle é apaixonado por pessoas que curtem seu ritmo e ainda é extremamente paciente para lidar com jovens.
O importante nisso tudo é saber que o Beagle lida bem com crianças que já possuem a noção de respeito para com os animais: ele jamais deve ser encarado como um brinquedinho, já que não tem paciência com atitudes mais bruscas, como fortes puxões de orelha. Se for tratado com carinho, é um excelente companheiro para qualquer idade.



4. Vive bem em apartamento 

Desde que tenha seu passeio garantido, o Beagle vive bem em locais menores

Ainda que não seja a moradia mais indicada, os cães dessa raça são adaptáveis aos diferentes ambientes e vivem bem em apartamento. Entretanto, lembre-se: devem gastar energia para que não destruam seu lar, principalmente quando filhotes, pois são muito travessos e agitados.

5. Precisa de um verdadeiro líder

O Beagle deve ser educado corretamente ou ficará incontrolável


(Imagem: Shutterstock)
Esse cão, conhecido por viver em matilhas, espera encontrar um grande líder. Entretanto, se ninguém tomar posse desse título, ele mesmo o fará.Atingindo a liderança, o Beagle fará o que bem entender e os resultados podem ser verdadeiramente catastróficos. Então, nunca permita que ele seja desobediente e faça questão de mostrar quem é que manda.
Não se deixe levar pela carinha de “cão sem dono” do Beagle. São lindos, mas aprontam muito! Se deixar para lá os pequenos comportamentos negativos, ele se aproveitará da situação. Por isso, ele deve ser repreendido verbalmente ou, caso contrário, tomará conta da casa, fazendo o que bem entender.

6. Principais problemas de saúde

Problemas na coluna e nas articulações são comuns devido à obesidade


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Os principais problemas de saúde do Beagle são causados mesmo pelo excesso de peso, acometendo as articulações das patas e também a coluna. As dermatites e as otites também são comuns, assim como o surgimento de inflamação das glândulas anais.
Para evitar esses principais problemas, é ideal fornecer uma dieta de qualidade para seu cão, incentivá-lo a praticar exercícios físicos diários, manter seus ouvidos higienizados e escovar seus pelos cerca de uma vez na semana.
Lembre-se: os Beagles, desde que sejam liderados por alguém, são cães incríveis e que levam muitas alegrias aos donos. Inteligentes, divertidos, brincalhões e ativos, são apaixonados e dedicados à família.

terça-feira, 11 de junho de 2013

8 maneiras de proteger seu cachorro do frio


O frio começou e é fundamental que os donos de cães evitem que os bichinhos fiquem expostos ele. Diversos problemas para a saúde do seu melhor amigo podem ocorrer se a proteção não for boa. Um deles é a maior propensão para a gripe canina.


Alguns cachorros possuem pelagem longa, o que faz com que tenham um agasalho ótimo. Outros, de pelos curtos, chegam a tremer nas baixas temperaturas. Surge a dúvida: como aquecer meu lindo cão? Confira nossa lista com diversos modos de aquecer seu cachorro para evitar o frio.

1 – Deixe um local adequado e aquecido.
Pode parecer simples, mas a dica é muito importante. Para os cães que moram em casas, principalmente, é preciso ter casinhas. Coloque panos, papelão e outros, caso seja necessário. Sempre mantenha tudo em locais cobertos, livres de chuva.
2 –  Use caminha.
Normalmente é mais usada para os cães que dormem dentro de casa, ou em apartamento. Também podem ser usadas dentro das casinhas. É bom que se coloque um cobertor, para diminuir o frio.

3 – Vista roupinhas.
Diferentemente do que muitos afirmam, alguns cães precisam de roupinhas, que devem ser simples. Os de pelo curto, os idosos e os magrinhos são os que devem usá-las. Em cachorros mais gordinhos ou peludos, não é necessário. É só ver se está ou não sentindo frio. Alguns animais tiram a roupa, caso sintam-se incomodados. Tecidos sintéticos e de lã podem causar alergia. Não use sapatos!

4 –  Tome mais cuidado com banhos.
É aconselhável perguntar ao veterinário sobre a frequência de banhos. Alguns recomendam que essa fique menor. Fique atento aos horários e secagem adequada e não deixe o animal no frio.

5 – Faça exercícios com o cachorro, sempre.
Sempre recomendamos, por aqui, exercícios. No frio, mais ainda. Brincadeiras simples, como um correr atrás da bolinha, ajudam muito!

6 – Tenha cuidado com as tosas.
No inverno, evite tosar o seu animal. Caso seja realmente necessário, não tose muito. Em caso de dúvida, pergunte ao médico veterinário. Ao tosar, o uso de roupas fica ainda mais aconselhável.



7 – Pense se o horário de passeios está adequado.
Tudo bem que, às vezes, não há tempo para escolher o horário de passeio mais adequado, mas é muito bom, caso seja possível, preferir horários menos frios – o que não significa passear nas horas mais quentes do dia.

8 – Esteja atento aos sinais de frio.
É muito importante perceber se o cachorro está com frio para verificar se todos os cuidados tomados estão sendo aplicados da maneira correta.  Alguns dos sinais são: tremedeira; e focinho, orelhas e patas muito gelados.
Com essa lista, certamente você tem nas mãos uma boa aliada para proteger seu cachorrinho amado do frio. Ainda mais agora, que o inverno está quase chegando. Deu para perceber que os cuidados são simples, e essenciais. Facilmente, você protege e torna seu cachorro muito mais saudável, menos disposto a problemas.
O mais importante é aproveitar o seu cãozinho da melhor maneira. Vocês estão prontos para o inverno?

Como saber + ou - da idade de um cao adotado

Se você adotou em um cachorrinho com idade desconhecida, existem algumas maneiras de descobrir quantos anos ele tem. Quer saber quais? Bom, aí vão as dicas:
1. Dentes: os cães geralmente têm os dentes permanentes por volta do sétimo mês de vida. Se você encontrar com um cachorro com dentes brancos, brilhantes e limpos, provavelmente ele terá cerca de um ano de idade. Quando já estão mais amarelados, o cão poderá ter entre um ou dois anos. Se o cão apresentar uma leve formação de tártaro pode significar que ele tenha entre três e cinco anos. A falta de dentes ou desgaste severo geralmente significa que o cão é um “maduro”.
2. Tônus muscular: cachorros mais jovens são mais propensos a ter uma maior definição muscular. Por causa das atividades e exercícios reduzidos, os mais velhos geralmente não apresentam tanta musculatura ou estão acima do peso.
3. Pelagem: um cão mais jovem geralmente tem a pelagem macia e fina, enquanto que um cão mais velho tende a ter pelos mais espessos e grossos (e às vezes mais oleosos). Além disso, o cachorro pode apresentar manchas cinzas ou brancas, especialmente em torno do focinho.
4. Olhos: brilhantes e claros indicam cães ainda jovens. Já a aparência nebulosa e opaca, significa que o cão é mais velho.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Parto


Acompanhar a gestação
A gestação nas cadelas, dura em torno de 55 a 65 dias, ou seja, de sete a nove semanas. O que vai depende de fatores, como o número e tamanho dos filhotes. A ultra-sonografia confirma a gestação, mostra o número de fetos e sua posição no útero, e ainda é importante ferramenta para acompanhar o desenvolvimento dos filhotes.

30 dias - Pode ser feito diagnóstico através de palpação
35 dias - Observa-se o desenvolvimento das glândulas mamarias, que ficam rosadas e túrgidas. Aumento acentuado de peso
40 dias - Abdome está maior
45 dias - Radiografia evidencia ossos da cabeça, vértebras, costelas e ossos longos dos membros
49 dias - A cabeça dos fetos é palpável e há grande aumento nas glândulas mamarias.

A partir da 8ª semana de gestação (56 dias), o movimento dos filhotes já pode ser visto quando a cadela está deitada. Os filhotes já podem nascer de forma segura.

Nas três últimas semanas - média de 40 dias de gestação
A alimentação deve ser reforçada. O uso de ração balanceada, de boa qualidade e de formulação para filhotes e fêmeas em gestação, é a melhor forma de garantir os nutrientes necessários, sem os suplementos extras. Durante a gestação, devido a ação do hormônio progesterona, o tempo de esvaziamento gástrico da cadela aumenta. Mas, ao mesmo tempo, a mobilidade gástrica diminui conforme o estômago é deslocado pelo útero em crescimento. Portanto o ideal é que se forneça a alimentação em pequenas porções, várias vezes ao dia, facilitando a digestão.

Duas semanas antes do parto - média de 46 dias de gestação
Prepare o local que a cadela irá ter seus filhotes. Estimule-a a deitar e dormir nele. Isso a deixará mais segura na hora do parto.

Uma semana antes do parto - média de 53 dias de gestação
É comum, nas fêmeas em primeira gestação, ocorrer secreção aquosa nas glândulas mamarias. É normal que no final da gestação a cadela perca o apetite, principalmente quando está próximo da hora do parto.

Esteja com tudo preparado:
• A caixa ou local para a cadela ter seus filhotes
• Jornais para manter o local limpo durante o trabalho de parto
• Lixeira para os jornais sujos e materiais que serão usados durante o parto
• Separe uma caixa menor, forrada com toalha macia, para colocar os filhotes enquanto a mãe está em trabalho de parto dos demais.
• Relógio para controlar o tempo de parto
• Caso esteja frio, coloque um abajur ou instalação elétrica, com uma lâmpada de 100w próxima a caixa dos filhotes
• Caso esteja calor, coloque um ventilador para a mãe
• Fio dental e tesoura, afiada e esterilizada, para amarrar e cortar os cordões umbilicais.
• Anti-séptico para desinfetar o cordão umbilical cortado
• Toalhas e panos macios para serem trocados duas vezes ou mais ao dia, na caixa ou abrigo da mãe e filhotes.

A hora está chegando
Os primeiros sinais aparecem nas 48 horas antes do parto, quando começa a produção de colostro pelas glândulas mamarias e a fêmea faz um "ninho". A descarga vaginal acontece 12 horas antes. E então a temperatura aumenta um grau, sendo que a temperatura normal do cão é em torno de 38,9 a 39,9 graus. É bom entrar em contato com o seu veterinário e deixá-lo de sobreaviso, caso você precise de ajuda.

Quando chega a hora do parto as fêmeas demonstram desconforto. Elas não encontram posição para se deitar e dormir. Respiram de forma acelerada como se estivessem com dor. Lambem e olham para a vulva. Recusam a comida e procuram o seu "ninho". As contrações podem ser observadas nos músculos das costas, num movimento descendente.

Se ela quiser sair e caminhar vá junto. Caminhar ajuda no trabalho de parto, mas é preciso sempre estar atento para que nenhum filhote nasça no chão e ninguém veja. Principalmente se estiver escuro.

Após o começo das contrações pode levar até 4h para a saída do primeiro filhote. Se até esse tempo nenhum filhote nascer, procure logo seu veterinário. É importante observar o comportamento da fêmea - presença de contrações, estado geral da mãe e dos filhotes ao nascerem. Qualquer sinal de apatia, falta de contrações uterinas ou contrações sem a saída do feto indica problemas e o veterinário deve ser procurado imediatamente.

Entre as causas de atonia de útero estão: insuficiência de cálcio, déficit energético, fetos muito grandes e obesidade, partos muito prolongados. O intervalo entre os nascimentos pode ser de 15 minutos à uma hora, mais do que isso chame o seu veterinário.

O trabalho de parto
Para a saída do filhote, a bolsa de água aparece e normalmente se rompe, então o filhote sai de dentro dela. A placenta pode ou não se soltar nessa hora. Nunca puxe o filhote, porque você poderá causar nele uma hérnia umbilical. Espere ela se soltar. Se a mãe não cortar o cordão você terá que fazê-lo, usando fio dental e tesoura esterilizada. Depois passe um anti-séptico, como iodo. Importante também é contar o número de placentas. Elas devem corresponder ao número de filhotes, caso não ocorrer é porque houve retenção. E precisa ser tratado, pois a mãe corre o risco de ter uma séria infecção uterina.

Recepção dos filhotes
Você pode ajudá-la a limpar os filhotes com uma toalhinha macia, enxugando-os até que chorem. Esfregá-los, ao mesmo tempo em que limpa ajuda a estimular a respiração. Se isso não fizer o filhote respirar e chorar, segure-o firme de cabeça para baixo, protegendo sua cabeça e pescoço, e balance-o. A força centrífuga irá ajudar a retirar o muco da garganta e narinas dele, para que ele possa respirar.

No intervalo entre os nascimentos, deixe os filhotes mamarem o colostro, pois é muito importante para a saúde e imunidade contra infecções, e ainda ajuda nas contrações e no trabalho de parto da mãe. Quando as contrações recomeçarem, coloque-os separados da mãe.

Depois do parto
• A cadela se acalma, sua respiração volta ao normal e param as contrações
• Limpe tudo, passe um pano úmido na cadela para limpá-la e fazê-la se sentir melhor
• Alimentação ideal pós-parto deve ser leve e líquida - ofereça água e algo como caldo de galinha com arroz
• A cadela deve ficar com os seus filhotes em local calmo e tranqüilo
• T
emperatura ambiente constante por volta de 32 graus e sem correntes de vento
• Nos dias seguintes, o alimento deve continuar a ser balanceado e fortalecido - há rações próprias para aleitamento, nos mercados e Pet Shops.
• Deve-se oferecer também bastante água fresca para ajudar na produção de leite
• A mãe deve ficar sempre junta dos filhotes para lhes fornecer calor
• É bom observar se ela toma o cuidado de não sentar ou deitar sobre eles

As mães de primeira viagem podem ficar confusas durante e após o parto. Você precisará ter firmeza, paciência e muito carinho com ela, ajudando no parto, no cuidado com os filhotes e na amamentação.

Primeiras horas e dias
24 horas: É muito importante que todos os filhotes recebam o colostro e sejam examinados pelo veterinário.
Após 24 a 48 horas: A secreção vaginal pós-parto começa a diminuir e a clarear.
8 a 10 dias: olhos abrem
3 a 17 dias: início da audição

Curiosidades
• O filhote é expulso, ainda envolvido na bolsa amniótica
• A mãe abre a bolsa com os dentes e puxa-a para baixo
• A cadela corta o cordão umbilical e lambe o filhote
• Ao lambe-lo, estimula a circulação
• Os filhotes encontram os mamilos da mãe por instinto

Shar Pei


O cão Shar Pei é muto conhecido mundialmente como cão chinês, já que sua origem está ligada ao país. Sua origem ainda é incerta, já que por ser descendente do Chow Chow tem em comum a língua azul e a pelagem geralmente em tons cinza e também azulados. O tempo de sua origem data mais de 20 séculos atrás provavelmente na região do Tibete, próximo aos grandes rios.
Por sua principal característica física, ou seja, a pele macia e cheia de rugas, o cão já foi considerado um ótimo lutador na antiguidade, já que os outros cães não conseguiam de fato atacá-lo, mordendo apenas sua pele. As orelhas são sempre pequenas e unidas junto à cabeça, o que faz com que o Shar Pei tenha mais características fortes, na realidade, de um cão bravo.
Caracteristicas
O tamanho é de um cão de porte médio, contudo, é interessante observar que os filhotes crescem muito rápido e com esse crescimento há uma diminuição da pele enrugada, se esticando um pouco mais.

Utilização e Temperamento

Esses cães geralmente possuem temperamento bem característico dos seus antecessores, como a tranquilidade, a lealdade e o apego especialmente com as crianças, por serem devidamente dóceis ao contrário do que mostra seu perfil físico. Contudo, por ser um cão totalmente dominante em seu território, ele pode se tornar agressivo quando sente que alguém está invadindo seu espaço.
Quanto a sua utilização em tempos anteriores, já foi considerado tanto um animal para caça quanto para tomar conta dos rebanhos, sendo um excelente pastor. Atualmente, com as novas leis e cuidados dos animais ele não é mais considerado um cão de luta, mas ótimo como companhia, principalmente para crianças.
Companheiro
Sabendo sempre obedecer a um único dono, o cão não irá obedecer às demais pessoas, principalmente pessoas estranhas, já que seu temperamento as vezes se complica quando está em um ambiente diferente e com pessoas estranhas.

Cores

Os cachorros da raça Shar Pei geralmente são encontrados com maior facilidade na cor cinza, contudo, podem assumir muitas outras cores, como o bege, o preto, e demais. Apenas o branco ainda não foi visto como cor desse tipo de cão, o que pode acontecer futuramente devido alguma mutação genética ou mesmo combinação com outras raças.
Apesar de cores bem naturais para um cão, o Shar Pei possui uma aparência bem exótica, diferente de demais raças mais populares, por isso sua vinda de tão longe, do outro lado do mundo, do mundo Oriental.
Curiosidades
Devido a alta flexibilidade da pele, independente da cor, o cão pode apresentar sérios problemas na vista, já que a camada de pele é muito superior, reduzindo o tamanho de seus olhos. Contudo, há sempre que se tomar cuidado com esse fator, levando seu cãozinho regularmente ao veterinários para exames de rotina.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Gestação de cachorro quanto tempo dura?

A gestação é comum para a grande maioria dos animais mamíferos. O tempo e as características da gestação variam sempre de espécie para espécie. Na gravidez canina, normalmente o tempo de gestação varia conforme alguns fatores como o tamanho,  quantidade de filhotes. Outro fator de grande influência é a alimentação e também o preparo do local para o parto.

Quanto tempo dura

Filhotes caninos que acabaram de nascerA gestação canina dura em média de 55 a 65 dias, ou seja, varia de sete a nove semanas e a cada semana é possível avaliar as mudanças fisiológicas na cadela. Aos 30 dias de gestação é possível realizar o diagnóstico da gravidez pela apalpação, aos 35 dias o desenvolvimento das glândulas mamárias é acentuado, pois ficam cada vez mais rosas e endurecidas e há um significativo ganho de peso. Aos 40 dias o abdômen fica bem elevado e grande, aos 45 dias ao se fazer uma radiografia já é possível ver as vértebras, costelas, membros e ossos da cabeça dos filhotes, aos 49 dias é possível apalpar a cabeça do feto e as glândulas mamárias ficam maiores e a partir dos 56 dias de gestação é possível ver os movimentos dos filhotes, que podem nascer a qualquer momento.

Alimentação

Durante toda a gestação é preciso que a cadela tenha uma alimentação reforçada com ração de boa qualidade e que seja formulada para fêmeas em período gestacional, garantindo assim os nutrientes necessários para ter uma gravidez saudável. O indicado é fornecer a alimentação em pequenas porções durante várias vezes ao dia para facilitar a digestão e o esvaziamento gástrico.

Como preparar o local

Cadela amamentando os seus filhotesAos 46 dias de gestação prepare o local onde a cadela irá ter os filhotes e a coloque para dormir no local, coloque jornais para deixar o local limpo e coloque uma toalha macia para receber os filhotes.
Para garantir a saúde do seu cão e dos filhotinhos, não dispense o acompanhamento de um médio veterinário, que poderá sanar todas as dúvidas e cuidar de detalhes importantes como assepsia, alimentação, medicação e vacinação.

Como ensinar o cão dar a pata

Um dos truques mais queridos para quem tem um cão é o famoso “dá a pata”. Todos adoram quando o cachorro o cumprimenta com um toque na palma da sua mão. Então neste post vamos ensinar o cão dar a pata.



É essencial que o seu cão esteja sentado. Caso ainda não tenha ensinado esse comando ao seu cachorro.
Assim que o seu cão estiver sentado, coloque um petisco em sua mão e coloque de frente ao focinho dele. Depois de tentar abrir a mão com a boca ele certamente tentará com as patas. Assim que ele tocar sua mão com uma pata que você deseja o cumprimento, abra a mão e recompense o seu cão. Faça isso até ele tocar sua mão sem tentar utilizar a boca.
Quando já estiver dominando o toque, comece a colocar a mão vazia e recompensa-lo com a outra mão. Recompense-o apenas quando ele tocar a mão vazia. Assim que o seu cão começar a entender qual a mão correta para tocar, comece a dar o comando verbal como “Dá a pata” ou “toca aqui” antes dele tocar a sua mão.
Logo que ele entender vá abrindo a mão.

Ensinando o cachorro a andar, deitar e ficar

Deita!
Este comando é necessario quando o seu animal está a abusar (como por exemplo, se andar a correr pela casa toda, ou se fez algo de mal). Ensiná-lo a deitar-se é facil, e muito mais simples do que ensinar a sentar-se. Basicamente force-o com as suas mãos a ficar deitado enquanto diz “Deita!”. Pode ser um bocado dificil ensinar-lhe a fazer isto se ele nunca foi ensinado. Apontar para ele e usar uma voz alta ajuda quando ele começar a deitar-se sem a sua ajuda. Esta ordem faz com que o seu animal o respeite mais, o que é sempre bom.

Anda!
Ensinar o seu cão: Deita!O comando mais facil de treinar, mesmo a um animal que nunca foi treinado, já que é um comando que você treina sem saber. Se ele souber qual o seu nome, então já é 90% do caminho andado. Quando o chama, ele virá ter consigo, e esse é o objectivo. Só falta ele perceber que “Anda!” também para ele vir ter com o dono. Só precisa de dizer “Anda” antes ou depois de dizer o nome dele. Após algum tempo ele irá entender o conceito.

Fica!
Como o “Deita!”, este comando é importante. Imagine que quer que o seu cão guarde o carro. Se o ordenar para ficar naquela lugar, ele não se mexerá até você disser o contrário (se estiver treinado para tal, claro).
  • O método da recompensa

    Para um treino mais rápido, o método da recompensa é o melhor. Simplesmente ponha um biscoito de trinta a cinquenta centimetros de distância do animal (se for um cão de tamanho médio e rapidez normal, então ponha a 40 centimetros. Não é preciso rigor nas medidas), e quando ele avançar, diga “Fica!”. Se ele ficar, faça-lhe uma festa. Inicialmente parece em vão, e é bastante fustrante, mas a pouco e pouco o animal vai perceber o objectivo.
  • O método manual
    Também pode agarrar o seu cão, fazendo com que ele não vá buscar o biscoito, e diga várias vezes “Fica!”. Vá largando o animal e continue a dizer “Fica!”, para que ele perceba que é como se fosse quando estava a ser agarrado por si. Não o agarre com força, nem o levante. Simplesmente agarre-o de lado (maneira mais recomendada). Após muitas tentativas já não vai ser preciso agarrá-lo. Lembre-se que ele não se pode esquecer do biscoito enquanto o está a agarrar, senão é tudo em vão. Deixe-o perto o suficiente enquanto o agarra. Se ele se esquecer, tente outra vez.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

12 razões para adotar um adulto

12 razões para adotar um adulto


Enquanto cães e gatos filhotes são doados facilmente, os animais adultos costumam encalhar em instituições de proteção animal ou em hotéis pagos por protetores independentes. Nós já sabemos que os bebês são fofos e irresistíveis, mas também existem inúmeros motivos para optar por um bichinho já maduro.
Se você está pensando em levar para casa um novo membro da família, que tal aprender um pouco mais sobre o comportamento deles e saber qual o perfil ideal para você? Conversamos com especialistas no assunto e com pessoas que adotaram cães e gatos adultos para saber todos os benefícios de levar para casa um animal que também deve ter chance de um lar feliz. Confira!
1. Os animais adultos já têm uma personalidade definida e dificilmente eles mudam de comportamento sem nenhuma razão. Por isso você já sabe se ele é calmo, brincalhão, se convive bem com crianças, se é medroso, entre outras características. No caso dos filhotes tudo é uma surpresa. Você não sabe como ele será quando amadurecer.
2. Principalmente no caso dos vira-latas você já sabe o tamanho que ele vai ficar, pois não irá mais crescer quando adulto.
3. O animal adulto dá menos trabalho com relação a comportamento, como, por exemplo, xixi fora do lugar. Quando eles amadurecem começam a sentir nojo e, por isso, são mais limpos que os filhotes.
4. Os adultos não têm necessidade e nem tendência para destruir objetos da casa ou comer o sapato do dono como os filhotes.
5. O cão aprende com qualquer idade, então mesmo que ele seja adulto e tenha algum problema comportamental é possível sim resolver a questão com treinamento.
6. Outro benefício em adotar um animal adulto é poder escolher um companheiro de acordo com o perfil do dono. Assim como os seres humanos, os animais também têm suas qualidades e seus defeitos, então você pode escolher o animal ideal para você, com seus problemas ou com seus atributos.
7. Enquanto os filhotes querem correr, escalar, desvendar a nova casa, os animais adultos preferem passar seu tempo com o dono e com a família. Se você não tem paciência para as estripulias de um bebê o ideal é um cão ou gato já maduro.
8. Animais adultos, principalmente os que foram resgatados das ruas e de maus tratos, costumam ser muito gratos aos donos. De alguma maneira eles sabem que agora estão em segurança. São verdadeiros companheiros, obedientes e parecem sempre olhar os donos com gratidão. Até animais mais bravos, quando chegam nos novos lares, passado o tempo da desconfiança, viram gatinhos calmos, que veneram seus donos.
9. Os gastos com um adulto são menores. Enquanto os filhotes precisam de reforços de vacina os adultos precisam apenas de uma dose anual. Além disso, geralmente eles já estão castrados e vermifugados, o que reduz ainda mais os gastos.
10. As pessoas dão preferência a adotar os filhotes. Assim, os velhinhos ficam encalhados em abrigos para animais. Se você gosta mesmo de cães e gatos só essa já seria uma boa razão para adotar um bichinho adulto.
11. Animais adultos se adaptam facilmente à nova família.
12. Cães e gatos adultos são mais independentes e, por isso, requerem menos atenção e cuidados do que um filhote. Se quer liberdade total opte por um animal maduro.

Gravidez e cães

Que é uma delícia ter um animal de estimação, você já sabe, mas novas pesquisas mostram que eles podem dar muito mais que carinho para as gestantes: ajudam a manter o peso e evitam até que seu filho tenha alergia.

A mudança que chega com a gravidez afeta tudo. Seus hormônios estão a mil, a relação com seu marido vai se transformar – afinal, agora vocês vão ser pais – e, dentro desse mundo novo, alguém continua sempre animado esperando pela sua atenção e seu carinho. Quem tem cachorro sabe disso, e o dia a dia com ele vai mudar também. Os cães percebem a alteração hormonal da dona pelo olfato, e a partir daí criam um laço ainda mais profundo que o anterior, explica Hannelore Fuchs, especialista na relação entre animais e humanos, psicóloga e veterinária (SP).

Mônica Rebuffo, 31 anos, já percebeu isso. Grávida de 21 semanas da primeira filha, nota que sua cachorra Vodka, uma bull terrier de 8 anos, a protege. “Ela não pula mais para pedir carinho e dá umas mordiscadas no Jack quando ele tenta fazer o mesmo”, diz. Jack é seu outro cachorro, um buldogue francês de 3 anos, um pouco menos delicado e mais agitado que sua companheira.

E, se só o amor que eles demonstram não bastasse, pesquisas apontam outros benefícios de ter um animal ao lado durante a gestação. Uma delas, feita na Universidade de Liverpool (Inglaterra), revelou que as grávidas com cães têm 50% mais chances de fazer a quantidade de exercícios indicada pela Organização Mundial da Saúde, que é de três horas por semana. O animal funciona como um estímulo: se você já o levava para passear, aumente aos poucos o percurso, até alcançar 30 minutos. Se não tinha esse hábito, faça o teste em um parque ou praça perto da sua casa – mas não esqueça de falar com seu obstetra. “Além de ser um exercício de baixo risco, o cão pode ajudar a motivar as mulheres e, portanto, garantir uma gravidez saudável”, afirma Sandra McCune, uma das autoras da pesquisa.

Foi o que fez Sandra Gregório, 34 anos, mãe de Laura, 15 dias, até o último minuto. “Passeei com meus dois cães um pouco antes da consulta com o obstetra em que soube que estava na hora de ir para a maternidade”, diz sobre os schnauzers, Tobias, 3 anos, e Margot, 1. Eles são os primeiros cachorros dela, muito por influência do marido, que sempre teve bichos. “Acho que vai ser ótimo para minha filha, ouço ele contar tantas histórias gostosas da infância e ela terá a chance de viver isso também.” Para já começar essa nova amizade, enquanto Sandra estava na maternidade, o marido levava fraldas de pano com o cheiro do bebê para os cachorros sentirem. Hoje, Tobias, que é muito apegado à dona, fica sempre deitado por perto, quietinho, enquanto ela amamenta.

Essa proximidade que Sandra teve com os bichos na gravidez pode ser bastante benéfica para a menina no futuro. Outro estudo norte-americano revelou que os filhos de gestantes que conviveram com seus animais de estimação têm 28% menos chances de contrair asma ou alergias, porque desenvolveriam um sistema imunológico mais resistente.

Mas o que fazer com o cão?
Esse questionamento é mais comum do que você imagina, afirmam os médicos, mas esqueça todos os conselhos de que deve se livrar do seu cão. “Eu penso bastante, mas não me passa pela cabeça ficar sem a Kika”, diz Mariana Amaral, 30 anos, grávida de 14 semanas e “mãe” da poodle há quatro. A maior dificuldade que terá é desalojar a cachorra, que dorme no quarto que vai ser do bebê. “Estou indo aos poucos, para ela não ficar enciumada. Já tirei a caminha, mas não tudo.”

Mariana está no caminho certo. É importante mesmo estabelecer algumas regras antes de o bebê chegar, como os locais em que o cão poderá entrar, dormir e ficar. Alguns médicos recomendam que eles não frequentem os quartos. Os portões do tipo divisória são boas alternativas.

Limpeza é outro item primordial. Além dos cuidados com a casa (use luvas ao mexer com fezes e xixi e depois lave as mãos, sempre), o cão precisa estar limpo. Banhos semanais bastam. Não esqueça de manter em dia vacinas, vermífugo (uma vez ao ano) e antipulgas (uma vez por mês) – e de lavar semanalmente a cama e os panos que ele usa.

A última mudança, e talvez a mais difícil, é se distanciar um pouco do bicho. Quando o bebê chegar, você, naturalmente, vai dar mais atenção para ele, e o cão vai ficar de lado. Então é importante prepará-lo já. Por exemplo: quando for assistir a TV, deixe-o onde estiver em vez de chamá-lo para ficar junto. Ao mesmo tempo, ajude-o a integrar essa nova família que está se formando. Se comprar uma roupinha, diga “olha, essa daqui é para o bebê”, e permita que ele cheire. Mônica Lotuffo, que aparece no começo dessa reportagem, além de grávida e dona de cachorro também é veterinária e conta que indica – e pratica – a técnica da recompensa com seus cães. Quando vai colocá-los para fora do quarto e eles vão, dá um petisco. “No dia em que eu voltar da maternidade, meu marido vai entrar em casa com a nossa filha para eu dar atenção a eles, que vão estar ansiosos, já que terei passado uns dias fora.” Outra dica dela é aproveitar a hora do banho de sol e levar os cães para passear. Tudo para eles associarem o bebê a coisas boas.

Ao voltar da maternidade, faça uma grande festa, deixe que ele cheire os pezinhos do bebê e dê um petisco. Nas primeiras semanas o cão pode querer chamar sua atenção, fazendo necessidades no local errado. “Não dê bronca. Recolha e continue as atividades do seu dia a dia. Mais tarde, dê um pouco de carinho”, afirma Mauro Lantzman, veterinário, especialista em comportamento animal e professor de psicobiologia da PUC-SP.

Todas as grávidas e a mãe desta reportagem só têm expectativas boas sobre a convivência de seus filhos com os bichos de estimação. “Acho que a criança que tem desde cedo uma animal por perto aprende muito sobre o respeito ao outro, o cuidado com um ser mais frágil e conhecem um amor que é incondicional”, diz Fabia Leme, de 29 anos, grávida de 26 semanas de Anna Julia e dona dos shi-tzus Beatle, 2 anos, e Janis, 1. “Eu não vejo a hora deles três se conhecerem. Vai ser muito gostoso!”

“Eu não tenho e quero um!”
Se você está grávida e pensa em adotar ou comprar um cão agora, talvez seja o caso de esperar até seu bebê ter pelo menos 1 ano. “Adaptar um cachorro novo às regras da casa pode exigir fôlego, e nesse momento as prioridades são outras”, afirma Viviane Monteiro, ginecologista e obstetra da Clínica Perinatal (RJ). Como esse é um momento muito delicado, a chance da adaptação ser complicada é grande. “É preciso ter cautela. Você precisa de tempo e muita vontade de ter um animal de estimação, além de imaginar como vai ficar sua vida com um recém-nascido. Às vezes as pessoas não pensam nisso e o resultado é o grande número de cachorros abandonados”, diz a psicóloga Hannelore Fuchs.

Vacinas e Calendário de Vacinação

Quais vacinas meu cachorro precisa tomar? E se ele nunca foi vacinado? Quando são essas vacinas? Saiba mais e veja o calendário de vacinação para o seu cachorro.
É importante saber que as vacinas que seu cão deve receber e os intervalos entre as doses devem ficar a critério do veterinário que cuida do seu cão. Aqui no Tudo sobre Cachorros buscamos esclarecer as suas dúvidas e disponibilizar um calendário de vacinação pra você acompanhar as vacinas do seu cão. Indepentemente das vacinas que o veterinário irá aplicar, as vacinas múltipla (V8 ou V10) e anti-rábica são obrigatórias em qualquer esquema de vacinação.
Os cachorros adultos que nunca foram vacinados ou os filhotes que já passaram da época correta de vacinar precisam receber duas doses de vacina múltipla (com intervalo de 21 dias entre elas) e uma dose de vacina anti-rábica. Isso também vale para cães “desconhecidos”, quando não se sabe se foram vacinados um dia.
Além dessas vacinas, existe a imunização contra a leishmaniose ou calazar, uma importante zoonose (doença que pode ser transmitida do bicho para os seres humanos). Essa vacina é aplicada em regiões onde a doença é comum e deve ser antecedida de exames para detectar se o cão já tem a doença.
Não se deve vacinar filhotes com menos de 45 dias de idade, a menos que a cadela que deu à luz aos filhotes nunca tenha sido vacinada, pois as vacinas podem ser inativadas pelos anticorpos passados da mãe para a cria.
Calendário de Vacinação para cães (clique para ampliar):
No dia da vacinação recomenda-se:
- Cães dóceis devem estar com coleira e guia, serem conduzidos por pessoas com tamanho suficiente para controlá-los e contê-los na hora de tomar a vacina.
- Crianças não devem levar os animais para vacinar.
- Animais bravos devem estar com focinheira para não oferecer nenhum risco de agressão ao proprietário ou outras pessoas.

Erliquiose – Doença do Carrapato

Antes de mais nada, é importante frisarmos que o carrapato do cão (Rhipicephalus sanguineus) transmite diversas doenças, como a Erliquiose e a Babesiose. Neste artigo, abordaremos a Erliquiose, mas para saber mais sobre a Babesiose, clique aqui. A Erliquiose (ou Erlichiose) é uma doença infecciosa severa que acomete os cães, causada por bactérias do gênero Ehrlichia, sendo a principal a Ehrlichia canis. Raramente atinge gatos ou seres humanos, embora não seja impossível. É uma doença mais comum durante o verão, já que os carrapatos precisam de calor e umidade para se reproduzir. É comum confundir os sintomas da doença do carrapato com os sintomas da Cinomose, por isso é sempre importante consultar um veterinário assim que seu cachorro se mostrar apático, triste, prostrado e diferente do normal.



Como meu cão pode pegar a doença?
A doença é transmitida de um cão contaminado para um cão sadio através do carrapato. O principal vetor é o carrapato marrom (Rhipicephalus sanguineus). O parasita irá infectar os glóbulos brancos do sangue, ou seja, as células de defesa do organismo do cão. Veja aqui mais sobre os carrapatos, como evitá-los no ambiente, como se reproduzem e como infestam o cão.


Sintomas da Erliquiose
Os sintomas apresentados por um animal infectado dependem da reação do organismo à infecção. A Erliquiose pode ter três fases:

1. Fase aguda: onde o animal doente pode transmitir a doença e ainda é possível que se encontre carrapatos.
Febre, falta de apetite, perda de peso e uma certa tristeza podem surgir entre uma e três semanas após a infecção. O cão pode apresentar também sangramento nasal, urinário, vômitos, manchas avermelhadas na pele e dificuldades respiratórias. É importante estar sempre atento à saúde do animal. Normalmente o dono só percebe a doença na segunda fase, e assim como outras doenças, o diagnóstico precoce é fundamental para a recuperação.

2. Fase subclínica: pode durar de 6 a 10 semanas (sendo que alguns animais podem nela permanecer por um período maior)
O cachorro não mostra nenhum sintoma clínico, apenas alterações nos exames de sangue. Somente em alguns casos o cão pode apresentar sintomas como inchaço nas patas, perda de apetite, mucosas pálidas, sangramentos, cegueira, etc. Caso o sistema imune do animal não seja capaz de eliminar a bactéria, o animal poderá desenvolver a fase crônica da doença.

3. Fase crônica:
Os sintomas são percebidos mais facilmente como perda de peso, abdômen sensível e dolorido, aumento do baço, do fígado e dos linfonodos, depressão, pequenas hemorragias, edemas nos membros e maior facilidade em adquirir outras infecções. A doença começa a assumir características de uma doença auto-imune, comprometendo o sistema imunológico. Geralmente o animal apresenta os mesmos sinais da fase aguda, porém atenuados, e com a presença de infecções secundárias tais como pneumonias, diarreias, problemas de pele etc. O animal pode também apresentar sangramentos crônicos devido ao baixo número de plaquetas (células responsáveis pela coagulação do sangue), ou cansaço e apatia devidos à anemia.

Como sei que meu cão está com Erliquiose?
O diagnóstico é difícil no início da infecção pois os sintomas são semelhantes a várias outras doenças, como a Cinomose, por exemplo. A presença do carrapato é relevante para a confirmação da suspeita durante a avaliação clínica. O diagnóstico pode ser feito através da visualização da bactéria em um esfregaço de sangue (exame que pode ser realizado na clínica veterinária) ou através de testes sorológicos mais sofisticados, realizados em laboratórios especializados. Quanto mais cedo for diagnosticada a doença, maiores são as chances de recuperação e cura.

Cuidado: os sintomas da doença do carrapato são parecidos com os sintomas da Cinomose. Leia nosso artigo sobre essa doença e tire suas dúvidas.

Tratamento e cura
A Erliquiose é tratável em qualquer fase. O tratamento é feito à base de medicamentos, sobretudo os aintibióticos (em especial a DOXICILINA). Por vezes é necessária a complementação do tratamento com soro ou transfusão de sangue, dependendo do estado do animal.

O tratamento pode durar de 21 dias (se iniciado na fase aguda) a 8 semanas (se iniciado na fase crônica). Vai depender da precocidade do diagnóstico, do quadro dos sintomas e a fase em que o animal se encontra no início do tratamento.

Quanto mais cedo se começa o tratamento, são maiores as chances de cura. Em cães nas fases iniciais da doença, observa-se melhora do quadro clínico após 24 a 48 horas do início do tratamento.

Como prevenir meu cão de ter a Doença do Carrapato?
- Verificar a presença de carrapato no cão com frequência;
- Desinfetar o ambiente onde o animal vive periodicamente;
- Usar produtos veterinários carrapaticidas como sabonetes, xampus etc;
- Manter a grama do jardim sempre curta;
- Estar atento aos hotéis para cães, pois se há algum cão infectado, ele poderá transmitir a doença através de outro carrapato do local.

Há vários produtos contra carrapatos. Os mais vendidos são o Frontline e o Scalibor. Frontline também protege de pulgas e Scalibor protege contra a Leishmaniose. A proteção mais completa oferece a combinação Scalibor com Frontline. Mas lembre-se, não medique seu cão sem consultar um médico veterinário. Só ele poderá saber o que é ideal para seu cachorro.

Lugares preferidos dos carrapatos no corpo do cão. Verifique sempre:
- Região das orelhas;
- Entre os dedos das patas;
- Próximo aos olhos, nuca e pescoço.

Encontrei um carrapato no meu cachorro. Como devo retirar?
Arrancar o carrapato não é recomendado. Pode acontecer de tirarmos só uma parte do corpo e o resto ficar ainda aderido ao cão, podendo provocar infecções. O ideal é aplicar umas gotas de vaselina ou parafina ao redor, esfregá-lo um momento até que amacie um pouco a pele e depois tentar retirá-lo suavemente. Depois, coloca-se o carrapato no álcool para que morra e não escapem os ovos. Lave as mãos depois de manipulá-los.

Existem também as pinças de carrapatos, que servem para extrair o parasita por inteiro. Encontram-se à venda em lojas especializadas de produtos veterinários. Veja como retirar:
Remoção do carrapato

A hora ideal de tirar o filhote da ninhada


Não leve pra casa um filhote de cachorro com menos de 3 meses. Dá pra entender. Quando decide-se por comprar ou adotar um cachorro, a ansiedade começa a falar cada vez mais alto e tudo que se quer é ter o filhotinho dentro de casa, correndo, brincando e sendo muito amado. Infelizmente poucas pessoas sabem da importância da convivência dos filhotes com a mãe e a ninhada nos seus primeiros meses de vida. A maioria das pessoas tende a levar pra casa o filhote com 60 dias (2 meses), uma grande parte com 45 dias e tem pessoas que chegam a levar um filhote com 30 dias pra casa. Por ansiedade ou por ignorância, isso acaba sendo muito rejudicial para o cão, psicologicamente falando. Depois tornam-se cães com desvios comportamentais graves que são difíceis de reverter. E aí muitos desses cães que eram filhotes fofinhos passam a ser indesejados pelos donos e são doados, abandonados e as vezes até sacrificados!

Nossa função é ensinar e orientar donos e futuros donos de cães. Então vamos explicar agora porque você não deve adquirir um cão com menos de 3 meses de idade.

Primeiramente, desconfie de um criador que deixe o futuro dono levar o filhote com menos de 90 dias de vida. Esse sem dúvida não é um criador sério e responsável, além de não saber sobre um assunto tão importante para o bem estar do animal e da família também. Infelizmente grande parte dos criadores só quer se livrar dos filhotes e do trabalho que a ninhada dá, liberando os filhotes com 60 dias de vida.


Imprinting

O desenvolvimento social de um filhote em sua matilha chama-se imprinting canino. O imprinting é uma das primeiras fases da vida de um animal (inclusive nós, humanos), que é quando ele vai aprender aspectos sociais e psicológicos da sua espécie, como comportamento e comunicação. Para simplificar, o imprinting canino é quando um cão aprende a ser um cão. No caso dos cachorros, o imprinting acontece entre o primeiro e o quarto mês de vida e é quando formam sua “personalidade”.

Quem primeiro descobriu a existência do imprinting foi o austríaco Konrad Lorenz, vencedor do Prêmio Nobel de Fisiologia/Medicina em 1973 pelos seus estudos sobre comportamento animal (etologia). Investigando gansos, ele descobriu que o imprinting acontece em um período curto chamado de período crítico ou período sensível.

Especificamente no caso dos cachorros, é durante esse período que eles desenvolvem a habilidade de comunicação com outros cães da matilha e aprendem a se posicionar socialmente na hierarquia. Como dito anteriormente, o que é (mal) aprendido nessa fase pode ser muito difícil e às vezes impossível de resolver.

Os cães vivem em matilhas. Uma mãe e seu filhotes não deixa de ser uma pequena matilha. Durante os primeiros passos dos filhotes de uma ninhada, a mãe e os outros cães adultos costumam permitir que os cãezinhos façam quase tudo. Porém, conforme vão ficando um pouco mais velhos, os cães adultos começam a não tolerar mais atitudes incorretas e indesejáveis (na visão de um cão), como por exemplo perturbar o sono de um cão adulto, latir sem ter nenhum motivo, roubar comida, desafiar o líder etc. Ou seja, os cães adultos corrigem e educam os filhotes entre o primeiro e o quarto mês de vida. Agora imagine você tirar de uma ninhada um filhote com 45 dias de vida. Depois é fácil entender porque o cão late sem parar, rosna pra todos e não respeita o espaço dos membros de sua nova matilha (você e sua família).

Outro ponto em relação à fase do imprinting: a questão do cão aprender a ser um cão. Isso é importante para que ele consiga acasalar sem problemas no futuro e saiba socializar com outros cães e até com as pessoas. É aí que ele vai aprender que cachorro é cachorro e pessoa é pessoa. Vão aprender a mostrar suas emoções para outros cães, como medo, vontade de brincar, etc.

Há ainda mais um agravante quando leva-se um cão para casa antes do terceiro mês de vida: sociabilidade. Como as vacinas só são completadas no terceiro para o quarto mês, o que acontece é que o filhote fica isolado dentro de casa e não tem contato com outros cães até ter tomado todas as vacinas. Ou seja, a chance de ele repudiar um cão estranho é grande, além dele não saber mostrar certos sinais comportamentais para os outros cães, tornando-se um cão anti-social.

Con Slobodchikoff, PhD, especialista no estudo da comunicação e sociabilização canina, afirma que quando um cão que foi retirado muito cedo da ninhada finalmente entra em contato com outros cães, ele não vai saber interagir com os seres da mesma espécie nem saberá o mínimo, como a saudação canina e formas de aproximação. Resultado: ele pode ficar com medo, fugindo e entrando em pânico perante esses seres estranhos (cães como ele!) ou irá responder de forma agressiva, pra se defender.



Um cão anti-social (que não foi sociabilizado pela sua mãe e irmãos quando filhote) é algo muito indesejável para qualquer dono, mesmo o mais experiente. Um cão anti-social rosna à toa, não confia nas pessoas e nem em outros cães. Morde uma criança que vai brincar com ele, avança na visita e não consegue ter um relacionamento saudável com outros cães, simplesmente porque ele não aprender a linguagem corporal dos cães e não entende o que está acontecendo – “o que é esse ser vindo me cheirar?”


Portanto, o ideal é segurar a ansiedade, se preparar para a chegada do filhote e ter a consciência de que isso é o melhor para o cão e para a família também. Uma dica é visitar a ninhada de 15 em 15 dias, para acompanhar seu crescimento e matar um pouquinho da vontade de levar o pequeno pra casa. Como dissemos, os danos que a retirada precoce da ninhada pode causar podem ser irreversíveis ou pode ser preciso muita paciência e experiência para corrigir os danos causados ao lado psicológico do cão. A melhor coisa a se fazer é esperar e deixar que o filhote fique com sua mãe e irmãos o máximo possível.